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Do feed às manchetes: quando opinião vira pauta e influência vira narrativa
Do feed às manchetes: quando opinião vira pauta e influência vira narrativa
Por Redação
26/02/2026 às 21:16

Foto: Foto: Divulgação
O Carnaval continua sendo assunto recorrente. A diferença é que, hoje, parte da reflexão nasce fora das redações. Criadoras digitais passaram a usar seus próprios canais para provocar leituras mais profundas sobre o que a festa representa: culturalmente, economicamente e socialmente.
Não se trata de mostrar o trio passando. Trata-se de discutir o que ele simboliza. Em vídeos autorais, essas vozes ampliaram o debate, conectando território, identidade e pertencimento. O resultado é um conteúdo que ultrapassa o entretenimento e se aproxima da análise.
Esta matéria destaca duas criadoras que, ao abordarem o Carnaval sob diferentes perspectivas, demonstram como o ambiente digital se tornou também espaço legítimo de construção de narrativa pública.
Beth Ducolli — Cultura como continuidade, território como discurso
Jornalista, produtora cultural e líder comunitária em Salvador (BA), Beth Ducolli construiu uma trajetória onde comunicação e ação caminham juntas. Aos 53 anos, transita entre lifestyle, identidade e atuação comunitária com naturalidade, consolidando uma presença que dialoga com diferentes gerações.
Fundadora do site OlhaEuAqui (2010) e à frente da Lux Club Entretenimento, Beth atua há mais de duas décadas em comunidades como Macaúbas, Gravatá e Cosme de Farias. Idealizadora do Samba da Feira e produtora do retorno do Carnaval de Cosme de Farias em 2025, após 36 anos, ela não apenas comenta cultura. Ela estrutura possibilidades.
Ao levar para o ambiente digital reflexões sobre o Carnaval e seus impactos, Beth reafirma que a periferia não é cenário, mas protagonista. Sua produção conecta marcas, pessoas e territórios com intencionalidade, transformando vivência em discurso e discurso em posicionamento.
“A periferia não é carência, é potência.”
Bruna Seli — Quando a vivência vira argumento
A trajetória de Bruna Seli começa cedo, movida pela vontade de ser ouvida. Da tentativa inicial no YouTube à formação em teatro, foi na espontaneidade dos vídeos durante a pandemia que encontrou sua linguagem. Ao abandonar personagens e assumir suas próprias opiniões, consolidou sua presença.
Hoje, aos 26 anos, atriz formada e criadora de conteúdo, Bruna equilibra arte e responsabilidade digital. Ao falar sobre Carnaval, não se limita à estética da festa. Aborda pertencimento, identidade e as camadas sociais que atravessam o evento.
Sua força está na autenticidade. Ao transformar experiência pessoal em reflexão coletiva, aproxima o debate de uma audiência jovem que busca mais do que informação; busca identificação.
“Criar conteúdo mudou a minha vida, mas vem junto com responsabilidade.”
*Influência como construção de valor*
O que une essas trajetórias é a compreensão de que relevância não nasce apenas da exposição, mas da consistência. Ao abordarem o Carnaval sob uma lente própria, Beth Ducolli e Bruna Seli demonstram que o feed pode ser também espaço de análise, posicionamento e fortalecimento cultural.
Mais do que tendência, trata-se de maturidade digital: quando criadoras não apenas acompanham a pauta, mas ajudam a expandi-la.
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