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Casos de poluição em São Tomé de Paripe podem estar ligados a operações anteriores no terminal. Empresa que atualmente atua na área afirma não trabalhar com substâncias identificadas pelo Inema e defende investigação sobre histórico ambiental do local
Casos de poluição em São Tomé de Paripe podem estar ligados a operações anteriores no terminal. Empresa que atualmente atua na área afirma não trabalhar com substâncias identificadas pelo Inema e defende investigação sobre histórico ambiental do local
Por Redação
06/03/2026 às 12:00
Atualizado em 06/03/2026 às 17:18

A empresa que atualmente opera no terminal localizado em São Tomé de Paripe, em Salvador, afirmou que não trabalha com as substâncias identificadas em análises realizadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), relacionadas aos recentes casos de poluição ambiental registrados na região.
Segundo a empresa, não há movimentação de produtos químicos perigosos no terminal, tampouco qualquer material de coloração azul ou verde, características apontadas nos resíduos encontrados durante as análises.
A companhia destacou ainda que é fundamental que a investigação leve em consideração o histórico operacional do terminal, incluindo o período em que a área esteve sob gestão da antiga proprietária, a Gerdau. A atual operadora também defende que sejam apresentados relatórios ambientais elaborados durante o período anterior de funcionamento do terminal.
Especialistas apontam que, em alguns casos, substâncias químicas utilizadas em operações industriais podem permanecer por anos no solo ou em sedimentos, surgindo apenas posteriormente na superfície ou sendo detectadas em análises ambientais.
Registros também indicam que, em 2016, o Grupo Ecológico Amigos da Onça (GEAMO) já havia realizado denúncias relacionadas a possíveis impactos ambientais envolvendo a antiga operadora do terminal. Outras instituições e entidades também registraram questionamentos sobre atividades industriais na região ao longo dos anos.
O caso segue em investigação, mas os indícios iniciais apontam que os episódios de poluição podem ter origem em atividades anteriores realizadas no local.
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