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”ACM Pôncio Pilatos Neto não pode lavar as mãos em caso de irregularidades na prefeitura que alcançam sua gestão”, diz Rosemberg
”ACM Pôncio Pilatos Neto não pode lavar as mãos em caso de irregularidades na prefeitura que alcançam sua gestão”, diz Rosemberg
Por Redação
18/07/2026 às 15:36
Atualizado em 18/07/2026 às 15:37

O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) criticou neste sábado (18) a postura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao afirmar que “não tem nada a ver” com a investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia e pelo Gaeco sobre supostas fraudes em contratos da Prefeitura de Salvador. Para o parlamentar, o ex-prefeito tenta se comportar como “ACM Pôncio Pilatos Neto”, lavando as mãos diante de fatos que também alcançam o período em que administrou a capital.
Segundo o líder do governo na Assembleia, a própria investigação aponta que as irregularidades envolvendo empresas contratadas se estendem por mais de dez anos, abrangendo a gestão de ACM Neto que antecedeu à do atual prefeito Bruno Reis. “Não é possível fingir que esse problema começou ontem. ACM Neto governou Salvador durante oito anos e precisa prestar esclarecimentos à sociedade”, afirmou.
O deputado lembrou ainda que a decisão da Justiça que determinou o afastamento cautelar de um secretário municipal atinge um integrante da equipe que também ocupou cargo estratégico na administração de ACM Neto. “É mais um elemento que demonstra a necessidade de explicações. Não basta dizer que não tem nada a ver e seguir adiante como se nada tivesse acontecido”, ressaltou.
Para Rosemberg, a declaração de ACM Neto soa como uma tentativa de se desvincular politicamente de um caso que, segundo o Ministério Público, teve origem ainda em sua gestão. “Quem administrou a cidade por oito anos não pode simplesmente lavar as mãos quando a investigação alcança justamente esse período”, enfatizou.
O parlamentar destacou que defender a apuração é obrigação de qualquer agente público, mas observou que isso não substitui o dever de responder pelos atos praticados durante sua administração. “Cobrar investigação enquanto tenta apagar a própria responsabilidade política é uma contradição evidente. A população espera transparência e respostas objetivas”, disse.
Por fim, Rosemberg afirmou que a sociedade baiana merece conhecer toda a extensão dos fatos e as responsabilidades de cada gestor. “Se ACM Neto diz que não tem preocupação, deveria começar explicando por que as suspeitas investigadas pelo Ministério Público também envolvem contratos firmados durante seu governo e integrantes da equipe que hoje voltam ao centro das investigações. Fazer papel de Pôncio Pilatos não convence ninguém. É assim que ele quer ser governador da Bahia?”, concluiu.
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