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"A corrupção virou marca do grupo de ACM Neto", afirma deputado Afonso Florence, após novas investigações
"A corrupção virou marca do grupo de ACM Neto", afirma deputado Afonso Florence, após novas investigações
Por Redação
18/07/2026 às 08:43

As novas investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre supostas fraudes em contratos públicos voltaram a atingir o entorno político de ACM Neto (União Brasil) e motivaram uma dura reação do deputado federal Afonso Florence (PT).
Para o parlamentar, a sequência de fortes evidências reunidas nas investigações e as denúncias envolvendo aliados do ex-prefeito de Salvador revelam um padrão gravíssimo de suspeitas de desvios de dinheiro público que precisa ser investigado profundamente e conhecido pela sociedade baiana.
"Não se trata de episódios isolados. É uma sequência de fatos que compõe um histórico capaz de comprometer a credibilidade de um grupo político que pretende governar a Bahia", afirma Florence.
"A corrupção virou marca do grupo de ACM Neto, é o que apontam as investigações. Há uma sucessão de denúncias envolvendo aliados muito próximos do ex-prefeito, contratos milionários sob suspeita e graves indícios de desvios de dinheiro público. O povo baiano merece explicações", destacou.
A declaração ocorre após a divulgação de que a empresa G3 Polaris, investigada pelo Ministério Público por suspeitas de integrar um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos em Salvador, também recebeu mais de R$ 11 milhões da Prefeitura de Jequié entre 2023 e 2025, durante a gestão do então prefeito Zé Cocá, atual aliado de ACM Neto na chapa de oposição.
A mesma empresa também firmou contratos milionários com administrações ligadas ao grupo político de ACM Neto em Vitória da Conquista. Em Salvador, segundo o Ministério Público, a G3 Polaris integra um grupo econômico investigado que movimentou mais de R$ 321 milhões em contratos públicos entre 2015 e 2026, durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. As investigações apuram suspeitas de fraude em licitações, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Para Afonso, o avanço das investigações reforça a necessidade de transparência por parte dos líderes da oposição.
"Os baianos têm o direito de saber quem foram os beneficiados pelos desvios que estão sendo investigados pelo Ministério Público e por que há tantas denúncias envolvendo contratos milionários nas sucessivas gestões do grupo de ACM Neto. Honestidade não é favor; é obrigação de todo gestor público para com quem paga impostos", declarou.
O deputado também disse que a Bahia vive dois modelos distintos de gestão.
"Enquanto o governo Jerônimo Rodrigues trabalha para ampliar investimentos, fortalecer os órgãos de controle e melhorar a vida das pessoas, a oposição acumula manchetes ligadas a suspeitas de corrupção. As investigações precisam avançar com independência, garantindo o devido processo legal, para que todos os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsáveis sejam responsabilizados na forma da lei", concluiu.
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