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Sem aliança nacional, Centrão fecha quase o dobro de acordos estaduais com o PL de Flávio do que com o PT de Lula

Sem aliança nacional, Centrão fecha quase o dobro de acordos estaduais com o PL de Flávio do que com o PT de Lula

Por Redação

12/08/2026 às 10:04

Atualizado em 12/08/2026 às 10:17

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União Brasil, PP e Republicanos decidiram se manter neutros na campanha ao Palácio do Planalto deste ano, mas acordos regionais mostram um alinhamento maior nos estados a Flávio Bolsonaro, candidato do PL, do que ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Levantamento do GLOBO aponta que 16 diretórios regionais desses partidos firmaram acordos locais com a sigla de direita, enquanto nove estão fechados com os petistas. 

União e PP, que formam uma federação, por exemplo, fecharam alianças com o PL de Flávio em nove estados. A lista inclui, por exemplo, o Distrito Federal, onde a governadora Celina Leão (PP) terá Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) como candidatas ao Senado na mesma chapa. 

O Republicanos, por sua vez, estará com o PL em sete estados. Ao confirmar a candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na semana passada, o presidente da legenda, Marcos Pereira, declarou que, no estado, apoiará Flávio. 

Alianças estaduais: 

Federação PP-União

  • Apoio a Flávio Bolsonaro: em 9 estados estão na mesma coligação que o PL (CE, BA, TO, AC, SP, RS, MS, PI e DF); 

  • Apoio a Lula: em 4 estados estão na mesma coligação que o PT (SE, PB, AP e PA ); 

  • Neutralidade: em 12 estados não estão juntos com nenhum dos dois (PE, RN, MA, GO, RR, RJ, MG, ES,PR, SC, AM e RO).

Republicanos

  • Apoio a Flávio Bolsonaro: em 7 estados estão na mesma coligação que o PL (BA, SP, ES, RS, SC, MS e DF); 

  • Apoio a Lula: em 5 estados estão na mesma coligação que o PT (PE, CE , PB, AP e PI);

Neutralidade: em 12 estados não estão juntos com nenhum dos dois (SE, RN, MA, TO, AC, GO, MT, RR, RJ, MG,PR e RO). 

PP e Republicanos apoiaram a candidatura à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Por sua vez, o União Brasil lançou Soraya Thronicke para a disputa, que hoje está no PSB. Dessa vez, as legendas não se posicionaram na disputa deste ano. 

O mais comum neste ano, no entanto, é que os diretórios estaduais desses partidos do Centrão estejam ao mesmo tempo em coligações que não reúnam nem PT e nem PL. 

São 12 exemplos de diretórios União-PP que não estão juntos com nenhum dos partidos dos dois principais presidenciáveis. Também são 12 os diretórios do Republicanos que serão adversários ao mesmo tempo das legendas de Lula e de Flávio nos estados. 

A decisão dos partidos de declarar neutralidade nacionalmente foi comemorada por aliados de Lula, já que significou que Flávio Bolsonaro, seu principal adversário, terá uma estrutura de tempo de propaganda e fundo eleitoral menor que a chapa do PT. 

Os acordos nacionais permitiram que Lula tivesse o apoio de uma ala desses partidos, algo que seria dificultado caso as legendas tivessem fechado um apoio à coligação de Flávio para a Presidência. 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que esperou a posição de neutralidade do partido antes de declarar apoio a Lula. 

Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição. E a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição — disse durante evento na Paraíba. 

O partido de Motta, apesar disso, tem mais alianças com o PL do que com o PT. Além da Paraíba estado do presidente da Câmara, estarão juntos em Pernambuco, Piauí e Ceará. 

Além do tempo de propaganda e fundo eleitoral, um apoio nacional desses três partidos era almejado por Flávio porque ele desejava que as siglas indicassem sua candidatura a vice, o que não aconteceu. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos, estavam entre as cotadas por ele ao posto. 

Após União-PP e Republicanos decidirem pela neutralidade na semana passada e frustrarem a tentativa de acordo costurada por Flávio, o candidato do PL tentou minimizar a situação e disse que vai ter o apoio de grande parte dos líderes desses partidos. 

Os principais quadros de todos os partidos vieram para nós. Não apenas quem estava sendo cogitado para vice. Quem não veio foram os caciques, os partidos — disse Flávio na semana passada.

De O Globo

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