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Registros apontam que situação em São Tomé de Paripe remonta a operações anteriores
Registros apontam que situação em São Tomé de Paripe remonta a operações anteriores
Por Redação
04/03/2026 às 15:46

A divulgação do laudo preliminar do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), apontando a presença de cobre e nitrato na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, reacendeu o debate sobre possíveis impactos ambientais na região. No entanto, registros e denúncias anteriores indicam que os problemas ambientais na localidade não são recentes e remontam à atuação de empresas que operavam no espaço antes da atual administração.
De acordo com o Inema, a análise foi realizada após moradores relatarem o aparecimento de líquidos azulados e amarelados na faixa de areia. As inspeções técnicas ocorreram nos dias 20, 24 e 26 de fevereiro, em diferentes pontos da orla, e o resultado preliminar apontou concentrações elevadas de nitrato e cobre, o que levou à interdição temporária da praia para banho.
Nas redes sociais, parte das críticas foi direcionada à atual administradora do terminal portuário, a Intermarítima. A empresa, no entanto, afirmou publicamente que não opera nem armazena produtos químicos perigosos no local e que não utiliza os materiais mencionados no laudo preliminar. A atual gestão também declarou apoio às investigações e se colocou à disposição dos órgãos competentes para colaborar com as apurações.
Antes da administração atual, a área teve operações conduzidas por outras empresas, entre elas a Gerdau, que já foi alvo de questionamentos e denúncias relacionadas a impactos ambientais em diferentes contextos. Segundo informações históricas e relatos anteriores, materiais como os apontados na perícia integravam cadeias produtivas industriais da antiga operação.
Especialistas destacam que a identificação da origem exata dos resíduos depende de análises complementares, incluindo rastreamento técnico da cadeia de contaminação e avaliação histórica das atividades desenvolvidas na área. Esse tipo de apuração considera não apenas o cenário atual, mas também passivos ambientais acumulados ao longo dos anos.
Enquanto o laudo definitivo não é concluído, o caso segue sob investigação. O Inema informou que novas análises poderão ser realizadas para determinar a origem dos compostos encontrados e eventuais responsabilidades.
Moradores e lideranças locais seguem mobilizados, cobrando transparência e celeridade na conclusão do processo, ao mesmo tempo em que reforçam a importância de uma apuração técnica criteriosa para evitar conclusões precipitadas sobre a responsabilidade pelo ocorrido.
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