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O "Efeito Madeirite" e o Sinal na Orelha: Por que a aparência saudável pode esconder riscos cardíacos?
O "Efeito Madeirite" e o Sinal na Orelha: Por que a aparência saudável pode esconder riscos cardíacos?
Por Redação
25/02/2026 às 16:06

Foto: Dr. Marcelo Xavier, cardiologista
A morte súbita do influenciador digital Madeirite, aos 50 anos, interrompeu uma trajetória de vitalidade e chocou milhões de seguidores. O caso trouxe à tona uma realidade desconfortável: o infarto fulminante em homens ativos e aparentemente saudáveis está em ascensão. Mas, além do choque, um detalhe anatômico nas fotos do influenciador — uma fenda diagonal no lóbulo da orelha — tornou-se o centro de um debate médico e social urgente.
Para o Dr. Marcelo Simões, cardiologista e sócio da ANGIOCLAM, com unidades em Vilas do Atlântico e Guarajuba, a boa forma física pode criar uma perigosa "armadilha de autoconfiança".
"Muitos homens negligenciam sintomas ou exames profundos porque se sentem bem e mantêm uma rotina ativa. O que vimos no caso do Madeirite é um lembrete severo de que o condicionamento físico não anula a genética ou o estresse inflamatório das artérias. No homem maduro, o infarto costuma ser devastador porque o coração pode ser pego de surpresa sem uma circulação colateral preparada", explica o Dr. Marcelo.
O Mistério do Lóbulo da Orelha: O Sinal de Frank
A internet parou para analisar o chamado Sinal de Frank, uma marca diagonal na orelha observada em fotos do influenciador. O Dr. Marcelo esclarece que a medicina observa essa correlação há décadas como um indicador de alerta:
"O sinal no lóbulo da orelha pode indicar uma perda de elastina e uma fragilidade vascular que se reflete também nas coronárias. Não é um veredito, mas é um sinal clínico visual valioso. Na ANGIOCLAM, usamos esses indícios para aprofundar a investigação. Se o paciente tem a marca, nosso sinal de alerta acende para buscar obstruções silenciosas que exames de rotina básicos podem não mostrar."

A Visão Vascular: O corpo como um sistema integrado
O infarto é o evento final, mas o caminho até ele passa por todo o sistema circulatório. É onde a angiologia se torna uma aliada vital da cardiologia. O Dr. Tainã Andrade, angiologista e também sócio da ANGIOCLAM, reforça que a saúde das artérias dita a verdadeira idade biológica de um homem.
"O coração não trabalha isolado. O sistema vascular é uma rede de estradas; se as avenidas periféricas apresentam sinais de envelhecimento ou placas de gordura, as 'rodovias' que alimentam o coração provavelmente também estão em risco. O cuidado precisa ser sistêmico. Olhar para a circulação como um todo, como fazemos nas unidades de Vilas e Guarajuba, é a melhor estratégia para evitar que um evento súbito interrompa uma vida cheia de planos", destaca Dr. Tainã.
Prevenção além do óbvio
Com tecnologia disponível na ANGIOCLAM, os especialistas enfatizam que o check-up moderno vai muito além de medir a pressão. Envolve análise de marcadores inflamatórios, testes de esforço e exames de imagem de alta precisão que avaliam a integridade do sistema cardiovascular.
"A maior homenagem que podemos fazer a quem parte precocemente é aprender com o ocorrido. O corpo sempre fala, seja através de um cansaço atípico ou de um sinal sutil na orelha. Cabe a nós estar atentos para ouvir", finaliza o Dr. Marcelo Simões.
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