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De mulheres seminuas a ataques a jornalista, episódios de ACM Neto repetem práticas da direita contra mulheres

De mulheres seminuas a ataques a jornalista, episódios de ACM Neto repetem práticas da direita contra mulheres

Por Redação

06/09/2026 às 13:35

Imagem de De mulheres seminuas a ataques a jornalista, episódios de ACM Neto repetem práticas da direita contra mulheres

Duas mulheres seminuas, com os corpos pintados de azul, foram colocadas sobre um carro de som durante uma carreata de ACM Neto (União Brasil), em São Cristóvão. A cena levou para a campanha uma prática antiga e infeliz de setores da direita: transformar o corpo feminino em atração política. O episódio também se insere em um histórico de ataques e tentativas de desqualificação de mulheres protagonizados por figuras desse campo político, incluindo integrantes da família Bolsonaro, da qual ACM se aproximou politicamente.

Dias depois, durante sabatina da TV Aratu, ACM reagiu à insistência de Basília Rodrigues, do SBT News, sobre o Banco Master, a Operação Overclean e sua passagem pela Prefeitura de Salvador. Em vez de responder às perguntas, atribuiu à jornalista “desconhecimento sobre Salvador”. Após a entrevista, perfis de apoiadores do candidato passaram a atacá-la nas redes sociais, inclusive com comentários sobre sua aparência.

Esse tipo de conduta também aparece no histórico de Jair Bolsonaro. Em 2014, ele disse à então deputada Maria do Rosário (PT-RS) que não a estupraria porque ela “não merece”. Acabou condenado a indenizá-la por danos morais, decisão confirmada pelo STJ.

Em 2020, o alvo foi Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. Ao comentar o trabalho da jornalista, autora de reportagens sobre o envio em massa de mensagens políticas pelo WhatsApp na eleição de 2018, Bolsonaro fez uma insinuação sexual usando a expressão “dar o furo”.

A recorrência desses episódios não se limita a Bolsonaro. Em 2022, Arthur do Val, o Mamãe Falei, gravou áudios durante uma viagem à Ucrânia afirmando que refugiadas eram “fáceis porque são pobres”. Depois de admitir a autoria, retirou sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.

Outro exemplo é Nikolas Ferreira (PL-MG), condenado por declarações transfóbicas contra a deputada Duda Salabert. Em 2025, o STJ manteve a indenização de R$ 30 mil. Dois anos antes, no Dia Internacional da Mulher, Nikolas havia subido à tribuna da Câmara usando uma peruca para ironizar mulheres trans.

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