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Cantor baiano transforma hinos da Harpa Cristã em xote e alcança milhões de visualizações

Cantor baiano transforma hinos da Harpa Cristã em xote e alcança milhões de visualizações

Por Redação

10/09/2026 às 13:24

Imagem de Cantor baiano transforma hinos da Harpa Cristã em xote e alcança milhões de visualizações

Foto: Foto: Divulgação

Hinos que atravessaram gerações nas igrejas ganharam sanfona e ritmo de xote no trabalho do cantor baiano Ian Gleizer. O artista tem apostado na mistura entre música cristã e referências da cultura nordestina em projetos como “Amarelo Sertão” e “Canta Meu Sertão”, que vêm alcançando público também nas plataformas digitais.

O primeiro “Amarelo Sertão”, projeto que apresenta hinos tradicionais da Harpa Cristã em novas versões, ultrapassou 500 mil streams. A proposta teve continuidade em “Amarelo Sertão II”, mantendo elementos como sanfona, xote e referências musicais do sertão.

“A ideia nasceu justamente dessa vontade de unir duas coisas que fazem parte da minha história: a música cristã e a cultura nordestina. A Harpa Cristã possui hinos que atravessaram gerações e fazem parte da memória afetiva de milhões de pessoas. Eu quis apresentar essas canções com uma nova roupagem, trazendo a sanfona, o xote e outros elementos da nossa cultura, mas sem perder a essência da mensagem”, conta Ian.

A relação com as raízes familiares ganhou ainda mais espaço em “Canta Meu Sertão”. Para o projeto, o cantor escolheu como cenário a roça dos avós. Os dois também participaram da produção: a avó aparece segurando a Harpa Cristã, enquanto o avô toca sanfona.

“Minha avó com a Harpa representa a fé, a história e os ensinamentos que recebemos. Meu avô com a sanfona representa a música, o sertão e as nossas raízes. Colocar os dois juntos naquele cenário foi emocionante. É como se duas partes muito importantes da minha história estivessem reunidas em uma única cena”, afirma.

Segundo os dados apresentados pelo artista, “Canta Meu Sertão” se aproxima de 500 mil streams e os conteúdos relacionados ao projeto ultrapassaram 10 milhões de visualizações no Instagram. Uma das músicas, “Pelo Sangue”, superou 4 milhões de visualizações.

Para Ian, a repercussão mostra que a combinação entre referências nordestinas e música cristã encontrou identificação entre diferentes públicos.

“A gente acredita no trabalho, mas nunca consegue prever exatamente como o público vai reagir. Quando percebemos que as pessoas estavam compartilhando, comentando e levando aquelas músicas para suas próprias histórias, entendemos que o projeto tinha ultrapassado a questão musical. Ele passou a gerar identificação”, diz.

Sanfona e música cristã

A presença da sanfona é uma das características que Ian pretende manter nos próximos trabalhos. Para o cantor, elementos da cultura nordestina ainda podem ocupar mais espaço dentro da produção gospel nacional.

“O Nordeste tem uma riqueza cultural e musical enorme. Temos ritmos, instrumentos, histórias e uma identidade muito forte. Acredito que existe um espaço muito grande para que artistas nordestinos mostrem essa cultura dentro da música cristã. E eu quero contribuir para isso”, afirma.

O cantor também vê as releituras como uma maneira de aproximar repertórios tradicionais de novos públicos. Para ele, trabalhar com canções conhecidas não impede a busca por outras formas de apresentá-las.

“Acho que respeitar a tradição não significa ficar parado no tempo. Podemos preservar uma mensagem e, ao mesmo tempo, apresentá-la de uma maneira que converse com as novas gerações. É isso que estou tentando fazer. Pegar algo que já é conhecido e amado e apresentar com uma sonoridade diferente, sem descaracterizar aquilo que realmente importa”, explica.

Novos projetos em 2026

Ian afirma que novos trabalhos estão sendo preparados para 2026. Entre os planos estão outros projetos audiovisuais, releituras e músicas autorais, mantendo a aproximação entre a música cristã e elementos nordestinos.

“Estamos preparando novidades que vão ampliar esse universo que começamos a construir com ‘Amarelo Sertão’ e ‘Canta Meu Sertão’. Ainda não posso revelar todos os detalhes, mas posso dizer que vem coisa nova e que a sanfona continuará presente. Quero que o público perceba uma evolução, mas reconheça o Ian em cada trabalho”, adianta.

O artista também pretende levar os projetos para além da Bahia e ampliar a circulação do trabalho pelo país.

“A Bahia é a minha origem, mas o propósito é alcançar pessoas em todo o Brasil e, quem sabe, também fora dele. A música tem essa capacidade de atravessar fronteiras. Quero levar a mensagem dos hinos, a cultura nordestina e a minha história para cada vez mais pessoas”, afirma.

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